A União Nacional Por Moradia Popular - UNMP e a Central de Movimentos Populares - CMP, no marco da realização da 50ª Reunião do Conselho Nacional das Cidades, vem junto ao Pleno deste Conselho, manifestar de forma objetiva e transparente sua posição sobre a realização da 6ª Conferência Nacional das Cidades.

Preliminarmente reafirmamos nosso compromisso com a luta pela Democracia, Políticas Públicas com Participação Popular, pela Reforma Urbana, pela Autogestão e por Cidades Justas e Inclusivas.

Reafirmamos ainda, que seguiremos lutando pela garantia do Controle Social e por um Conselho das Cidades, que defenda de forma intransigente os interesses do povo brasileiro, especialmente, os que necessitam fundamentalmente de saneamento básico, mobilidade acessível, territórios inclusivos e moradia digna.

Desde 2003, estes segmentos, juntamente com diversas outras Entidades do Movimento Popular e da Sociedade Civil, vêm construindo e consolidando este espaço democrático, sempre como resultado de longos e profundos processos de participação, com Conferências Municipais, Estaduais e Nacional, onde, muitas vezes, a sociedade civil precisa enfrentar os órgãos municipais e estaduais, ou superar diversos entraves para realizar as suas Conferências, sempre seguindo o que estabelece no Regimento, sem em nenhum momento, tentar alterar, mudar as regras do jogo, ou romper os pactos já estabelecidos no âmbito deste Conselho. 

Todavia, nestes dois dias aqui reunidos, temos ouvido que há uma pressão por parte deste Ministério para alterar a data desta 6ª Conferencia das Cidades, e ainda, tentar prorrogar mandatos de Conselheiros e Conselheiras.  Não aceitaremos mais este Golpe!

Neste sentido a UNMP e a CMP, conclama todos os Conselheiros e Conselheiras à repudiar o adiamento da 6ª Conferência Nacional das Cidades e a defender todo o Calendário da referida Conferência em todas as suas instâncias. 

ABAIXO O GOLPE, NENHUM DIREITO A MENOS E FORA TEMER!

Brasília, 02 de dezembro de 2016.016