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Dirigente do MSTL e Coordenador Nacional da CMP convidou famílias dos Projetos Frei Tito e Nelson Mandela à reflexão sobre momento político do país

“O momento é grave”. Foi com esta afirmação que o dirigente do MSTL, Eduardo Cardoso, iniciou seu diálogo sobre a conjuntura política e o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff com as 800 famílias reunidas no terreno do Bairro Cooperativa, em São Bernardo. Ele convidou a todos para uma reflexão sobre este momento e comparou o diálogo na Assembleia com os programas da mídia golpista: “Algumas pessoas dizem que nós somos ‘politiqueiros’, que exageramos na defesa da Dilma, mas eu pergunto: os jornais da grande mídia são o quê? Quando você se senta diante da TV e assiste àquele monte de informações tendenciosas, sem poder retrucar, sem poder ser ouvido, o que está mídia está fazendo com você? Isso sim é politicagem!”, argumentou Eduardo.
Para ele, o pedido de impeachment com base nas ditas “pedaladas fiscais” deve ter ampla rejeição por parte da classe trabalhadora: “Vejam que eles querem derrubar uma presidenta legitimamente eleita por causa dos investimentos nas áreas sociais. O argumento que eles utilizam para o pedido de abertura de processo é que ela teria gastado mais do que o previsto em programas como o Bolsa Família, o ProUni e o Minha Casa, Minha Vida. Nós, enquanto trabalhadores, povo pobre, não podemos cair neste discurso reacionário”.
Eduardo lembrou, também, que o MSTL se posicionou contra o governo quando foi necessário, como no caso da proposta de ajuste fiscal, que penaliza os trabalhadores e os pobres do país: “Não se trata, aqui, de fazer uma defesa sem fundamentos. Nós fomos às ruas contra o ajuste fiscal, que prevê o corte de recursos da área social, da saúde e da educação, protestamos contra a extinção de ministérios importantes para o povo e criticamos a aliança com setores que, agora, se articulam para tentar derrubar o governo, especialmente do PMDB”.
Como solução para a crise econômica, Eduardo indica que, ao invés do ajuste fiscal proposto, o governo deveria cobrar os mais de R$500 bilhões de impostos sonegados pelos grandes empresários: “A sonegação é quase cinco vezes maior que todos os recursos previstos no ajuste fiscal”, explicou o dirigente.