A CMP- Central de Movimentos Populares se soma a outras entidades de movimentos populares e sociais e protocolará na terça-feira, dia 06/12, às 15h, junto ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o pedido de impeachment do presidente Michel Temer, que se envolveu diretamente no patrocínio de interesse privado no caso do imóvel adquirido pelo seu então ministro da secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.
O escândalo envolve empreendimento imobiliário de luxo, no valor de R$ 2,9 milhões, localizado na cidade de Salvador e adquirido por Geddel que pressionou o ex- ministro da Cultura, Marcelo Calero por ao menos cinco ocasiões, para que este mudasse o parecer do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), contrário a aprovação do imóvel de 30 andares nos arredores de área tombada.
Procurado pelo então ministro da Cultura Marcelo Calero, o presidente Temer foi informado da pressão que estava sofrendo por parte de Geddel para que obrigasse o Iphan alterar o parecer.
De acordo com Calero, o presidente da República tomou partido, disse que a situação “estava causando dificuldades operacionais” e sugeriu o envio do caso para a AGU (Advocacia Geral da União) que “teria condições de ajudar”.
Ainda segundo o ex- ministro, a AGU construiria um argumento de que não poderia haver decisão administrativa do Iphan.
Para Raimundo Bonfim coordenador da CMP e advogado, "não resta dúvida que o presidente da República cometeu crime de responsabilidade ao mediar interesse privado em benefício de seu ex-ministro".
Bonfim destaca que a CMP entende que o presidente Temer, não tem legitimidade, por que sua chegada à presidência é resultado de um golpe e, agora, não tem mais condições políticas de permanecer no cargo ao ser flagrado cometendo crime de responsabilidade. Além disso, o país está mergulhado numa crise econômica e social sem precedente.
Movimentos Populares protocolam pedido de impeachment de Temer
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